Monday, April 15, 2024
NotíciaA importância do dermatologista no transplante capilar

A importância do dermatologista no transplante capilar

O cabelo é considerado a característica física que mais afeta a autoestima, estando à frente até da questão do peso. As madeixas estão associadas à vaidade, confiança, jovialidade e poder e simbolizam sedução para as mulheres e força para os homens.

Por essa razão, a queda capilar em excesso pode impactar gravemente o emocional da pessoa e desencadear depressão, estresse, ansiedade, isolamento social, dentre outros problemas. O abalo psicológico é ainda maior quando se trata de calvície, pois não há cura para a doença como nas outras situações de perda de cabelo. 

Diante da importância do assunto para o bem-estar físico e mental, buscar ajuda com um profissional especializado é essencial para solucionar com segurança e eficácia a queda dos fios. O médico dermatologista especialista em queda capilar é o mais indicado para auxiliar no tratamento de recuperação dos cabelos, principalmente no caso do transplante.

Como o dermatologista pode ajudar no enxerto de cabelo? 

O médico especialista em pele e cabelo irá realizar um diagnóstico assertivo sobre a queda capilar e definir o melhor tratamento para o problema.

O método a ser adotado para a perda de cabelo vai depender dessa análise inicial que consiste em três etapas:

  1. Avaliação tricológica com anamnese para conhecer o histórico familiar e pessoal que podem estar relacionados à queda dos fios. 
  2. Tricoscopia, um exame de imagem essencial para identificar doenças do couro cabeludo ou do cabelo. 
  3. Solicitação de exames complementares de acordo com a suspeita diagnóstica.

Qualquer procedimento médico deve ser feito por um profissional de saúde qualificado, ainda mais se tratar de uma cirurgia, como um transplante capilar. Por mais que não seja uma operação complexa, requer experiência e habilidade de um especialista no caso para garantir ao paciente saúde, segurança e resultado satisfatório. 

Esse é um alerta da sociedade médica diante da enorme procura pelo procedimento de recuperação dos cabelos nos últimos anos, o que levou muitos profissionais de outras áreas a oferecem o serviço sem o devido conhecimento e competência. 

O dermatologista possui a devida capacidade para avaliar o couro cabeludo e o cabelo e assim fazer um diagnóstico correto da queda de cabelo, assim como orientar o paciente para o pré e pós-operatório. É também o especialista apto a identificar as áreas doadoras mais adequadas para o transplante de fios. São muitos anos de prática que o qualifica para realizar a cirurgia com precisão, extraindo fio a fio e implantando na região calva. É um trabalho minucioso que requer noções para utilizar instrumentos de perfuração e extração de tecido subcutâneo, pele e folículo capilar. 

É importante ressaltar ainda que o transplante capilar não é simplesmente transferir as raízes pilosas de uma área para outra no couro cabeludo. Para atingir um resultado o mais natural e uniforme possível, o profissional deve ter conhecimento sobre raiz e fios (densidade e inclinação), a quantidade necessária para preencher a parte calva e os diferentes tipos de calvície.

Além disso, por mais que seja raro pode acontecer algum imprevisto ou efeito colateral durante a cirurgia, situação em que um médico está preparado para lidar e garantir todo suporte necessário ao paciente.

Como é o transplante capilar? 

De maneira bem resumida, no transplante de cabelo folículos capilares são extraídos de uma área doadora do couro cabeludo do próprio paciente, geralmente na nuca e na lateral da cabeça, regiões em que o cabelo tem a genética para crescer por toda a vida. Esses fios removidos são então implantados na área calva, chamada de receptora.

É uma cirurgia indolor, com aplicação de sedação e anestesia local. Leva em média de 5 a 7 horas e a pessoa é liberada para casa no mesmo dia do procedimento. Não há risco de rejeição, uma vez que são usados fios do próprio paciente. O resultado é bem natural e uniforme, em que os fios transplantados continuam a crescer assim como o restante do cabelo, de forma definitiva.

Principais técnicas de transplante capilar 

As principais técnicas de implante de cabelo utilizadas atualmente são a FUT e a FUE, em que o resultado estético final de ambas, em teoria, é o mesmo. Na tradicional técnica FUT, em português Transplante de Unidades Foliculares, uma faixa de couro cabeludo de 25 a 30 cm de comprimento, por 1,5 a 2,0 cm de largura, é retirada da área doadora por meio de uma incisão linear, para extrair as unidades foliculares necessárias para o transplante. Por essa razão, a região doadora recebe uma sutura que resultará em uma cicatriz linear, camuflada depois pelos cabelos.

Já na técnica FUE, Extração de Unidades Foliculares, em português, as unidades foliculares são extraídas uma por uma da região doadora (occipital e temporal), com a ajuda de um aparelho motorizado com uma ponta giratória, chamado punch. Para essa remoção de folículos são feitos microfuros bem finos no couro cabeludo, geralmente de com 0,8 a 1 mm de diâmetro. Assim, esse procedimento não deixa cicatrizes como no método FUT. As pequenas feridas provenientes formam uma crosta que cicatriza em 1 a 2 semanas após a cirurgia.

Existe ainda a técnica híbrida, com a junção da FUT e da FUE para resultados ainda mais eficazes e bem-sucedidos no transplante capilar. Com essa técnica retira-se uma tira de couro cabeludo (técnica FUT) da parte posterior da cabeça (área doadora) para colher as unidades foliculares e, após as suturas, são extraídas uma a uma (técnica FUE), mais unidades foliculares para serem implantadas na área calva. Apesar de mais invasiva, a técnica híbrida permite a obtenção de um número maior de enxertos transplantados em uma mesma sessão, o que otimiza e potencializa o resultado.

 

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