sexta-feira, novembro 26, 2021

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Eflúvio telógeno crônico- O que é, sintomas e tratamentos

O eflúvio telógeno é uma condição patológica caracterizada pelo aumento da queda de cabelos diariamente. Esta é a forma mais comum da alopecia difusa, com a perda de fios em todo o couro cabeludo.

No eflúvio telógeno, a fase de crescimento dos cabelos (fase anágena) finaliza antes do tempo. Com isso, inicia-se precocemente a etapa de desaceleração do crescimento capilar, também conhecida como fase catágena. E, por fim, chega-se mais rápido à fase telógena, onde ocorre a queda de cabelos propriamente dita. Pode ser considerado eflúvio telógeno quando a perda de cabelo passa dos 100 fios por dia, que é uma quantidade normal de queda.

O eflúvio telógeno afeta mais as mulheres do que os homens e pode aparecer após os 50 anos, todavia com menos frequência. É o segundo maior motivo de perda de cabelos, perdendo apenas para a alopecia androgenética masculina, causada por fatores genéticos e associada à interação dos fios com o hormônio masculino.

Existem duas formas do eflúvio telógeno, o agudo e o crônico. O que diferencia os dois é o tempo de duração da doença. No primeiro caso, pode chegar até 11 meses, enquanto no segundo a queda dos cabelos ultrapassa um ano e pode durar por um período indeterminado.

O eflúvio telógeno agudo é causado por fatores pontuais como pós-parto, febre, infecção aguda, sinusite, pneumonia, gripe, dietas restritivas, doenças metabólicas ou infecciosas, pós-operatórios ou estresse.

Já o eflúvio telógeno crônico nem sempre possui causa definida, mas em geral decorre doenças crônicas, depressão, ansiedade e uso de determinados medicamentos por longos períodos de tempo.

Neste artigo vamos falar sobre o eflúvio telógeno crônico, seus principais sintomas e possibilidade de tratamento.

Sintomas do eflúvio telógeno crônico

Os primeiros sinais do eflúvio telógeno crônico, assim como no agudo, aparecem cerca de três meses após o evento causador. Na fase da queda ocorre a perda dos cabelos de forma cíclica, uma ou duas vezes por ano, ou a cada dois anos, de acordo com o paciente. Com o tempo o cabelo fica mais volumoso na base e menor no comprimento.

Pode ser percebido com o aumento no número de fios de cabelo perdidos diariamente. A melhor forma de saber se está sofrendo deste mal é observar se há alguma alteração no volume dos fios, para diferenciar a perda fisiológica de cabelo do distúrbio.

Seguem alguns sinais para saber se está acometido pelo eflúvio telógeno crônico:

  • Uma quantidade grande de fios de cabelo no travesseiro
  • Maior volume de fios presos a escova ao pentear o cabelo
  • Mais fios de cabelo no ralo após o banho
  • Fios de cabelos espalhados pelo chão da casa com frequência
  • Menor volume do cabelo ao prendê-lo, “rabo de cavalo” mais fino

Geralmente, a perda intensiva de cabelo é o único sintoma da doença, entretanto, pode surgir acompanhada de outras patologias, sendo a dermatite seborreica o melhor exemplo. Neste caso, além da queda de fios acentuada, é possível perceber a descamação do couro cabeludo, em que aparecem pequenos pedacinhos de pele morta em meio ao cabelo.

E como tratar esse problema que afeta tanto o físico como o emocional, uma vez que a perda de cabelo excessiva impacta na autoestima?

Tratamentos para o eflúvio telógeno crônico

Normalmente, existem duas abordagens terapêuticas para o eflúvio telógeno crônico: tratar o problema de saúde que está causando a queda do cabelo e, em alguns casos, fazer o uso de vitaminas e outros métodos para fortalecer e estimular o crescimento dos fios.

A consulta com um dermatologista é fundamental para confirmar se a queda de cabelo é um eflúvio telógeno e se há outras condições associadas que podem atrapalhar a recuperação dos fios.

Na teoria, não há um tratamento específico para o eflúvio telógeno. Entretanto, se o paciente tem alguma condição associada, como alopecia androgenética (calvície) ou alopecia senil (rarefação do cabelo que surge após os 60 anos), costuma-se tratá-lo para o recuperar o volume e comprimento dos fios.

Existem excelentes alternativas para quem deseja estimular o crescimento capilar. Vejamos abaixo algumas delas.

Remédios tópicos

Dos remédios tópicos mais conhecidos para perda de cabelo, o Minoxidil é certamente o mais utilizado. Pode ser prescrito em conjunto com a finasterida, o que potencializa os resultados.

Xampu antiqueda

Os xampus antiqueda também contribuem muito para minimizar o problema. Embora não interrompam completamente a queda dos fios, eles a reduzem significativamente, além de fortalecerem o cabelo e evitar as quebras.

Finasterida

O finasterida é um medicamento oral, muitas vezes usado contra a alopecia androgenética, mas que pode ser útil para casos de eflúvio telógeno.

Uso do laser

Apesar de não ser completamente comprovada a eficiência da terapia com laser na recuperação de fios de cabelo perdidos, muitas pessoas apresentam consideráveis melhoras pela capacidade do laser de estimular as estruturas capilares, o que torna um tratamento bastante procurado.

Microagulhamento

O microagulhamento é um tratamento um pouco mais invasivo, uma vez que consiste na infiltração de alguns medicamentos no couro cabeludo através de pequenos furinhos criados com microagulhas.

A técnica ativa a produção de substâncias no corpo capazes de estimular o crescimento do cabelo, ajudando na recuperação das regiões já afetadas pelo distúrbio.

Carboxiterapia

A carboxiterapia é uma infusão de gás carbônico medicinal através de agulhas, com o objetivo de promover uma melhora na irrigação sanguínea do couro cabeludo. Além de combater a queda capilar, este tratamento é indicado também para o controle de caspa e seborreia.

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