Saturday, April 13, 2024
NotíciaO que é hipertricose?

O que é hipertricose?

A hipertricose, conhecida como “síndrome do lobisomem”, é uma condição dermatológica rara em que a pessoa apresenta um crescimento excessivo de pelos em diversas partes do corpo, tanto em quantidade quanto em espessura, podendo surgir em homens e mulheres. Em casos mais desenvolvidos da doença, somente a parte interna dos pés e das mãos ficam sem pelos.

Esses pelos podem ser longos, curtos, coloridos ou incolores e surgem em regiões não comuns, como orelhas, ombros, costas, entre outras. No passado, as pessoas com hipertricose participavam de trupes circenses, como é o caso do “homem leão”. Quer saber mais sobre esse problema? Confira na leitura desse artigo o que é a hipertricose, causas, sintomas e tratamento.

O que causa a hipertricose?

Primeiramente, é importante diferenciar a hipertricose do hirsutismo, outra condição relacionada ao crescimento excessivo de pelos. A hipertricose tem várias causas, enquanto o hirsutismo está relacionado a níveis elevados de hormônios.

O hirsutismo tem como característica o elevado aumento de pelos em mulheres, seguindo um padrão de distribuição semelhante ao masculino. Isso quer dizer que os pelos podem surgir em áreas como o rosto, o peito, o abdômen, as costas e as pernas.

Já as causas da hipertricose podem variar de acordo com o tipo específico da doença. Pode ser uma condição genética, passada de pais para filhos, em que ocorre uma alteração nos genes responsáveis pelo crescimento e desenvolvimento dos pelos.

A hipertricose também pode ser adquirida, em razão do uso de certos medicamentos, doenças ou efeitos colaterais de tratamentos médicos. Um exemplo é a fenitoína, utilizada para tratar a epilepsia. Além disso, alguns fatores podem aumentar o risco de desenvolvimento da doença, como:

mutações genéticas no bebê durante a gestação;

níveis altos de testosterona na puberdade;

má nutrição;

infecção avançada pelo HIV;

hipotireoidismo ou dermatomiosite juvenil;

acromegalia;

lesões traumáticas no cérebro.

Como diagnosticar e tratar a hipertricose?

O diagnóstico é geralmente feito por um dermatologista, que avalia a aparência dos pelos e a distribuição no corpo. Em certos casos, exames adicionais, como biópsias da pele, podem ser solicitados para confirmar o diagnóstico e descartar outras doenças.

Ainda não existe uma cura para a hipertricose que impeça o crescimento do pelo, assim é comum que os pacientes recorram as técnicas para tentar reduzir temporariamente a quantidade de pelos e melhorar a estética.

O tratamento depende da causa inicial da hipertricose. Se for causada por um medicamento, a suspensão pode ajudar a reduzir o crescimento dos pelos. As alternativas devem ser consideradas caso a caso e em geral envolvem a remoção física dos pelos com a depilação manual e recorrente, ou a laser, que pode ser definitiva.

Alguns dos métodos mais utilizados incluem:

cera: retira os pelos pela raiz permitindo que o seu crescimento seja mais lento, porém é mais dolorosa e não pode ser feita no rosto e outras regiões mais sensíveis;

lâminas depilatórias: não causam dor, pois o pelo é cortado perto da raiz com uma lâmina, entretanto os pelos voltam mais rapidamente;

cremes depilatórios: semelhante à depilação com lâmina, mas com cremes que dissolvem e eliminam os pelos;

laser: além de eliminar quase definitivamente os pelos, diminui as cicatrizes e irritações na pele que podem aparecer com os outros métodos.

Devido à depilação com frequência, podem surgir alguns problemas de pele, como cicatrizes, dermatite ou reações de hipersensibilidade, sendo importante o acompanhamento de um médico dermatologista para orientar o melhor tratamento.

Sintomas da hipertricose

O principal sintoma da hipertricose é o crescimento em excesso de pelos em qualquer região do corpo, que pode apresentar características diferentes como:

  • Velino: um pelo fino e curto, muitas vezes chamado de “penugem de pêssego”, que geralmente aparece nas solas dos pés, orelhas, lábios ou palmas das mãos.
  • Lanugo: um pelo muito fino, suave e sem cor ou cinza-prateados, que cobre todo o corpo do recém-nascido, exceto palmas das mãos, solas dos pés e prepúcio.
  • Terminal: um pelo comprido, grosso e muito escuro, sendo mais frequente no couro cabeludo, rosto, axilas e na virilha.

Além disso, as pessoas com hipertricose também podem apresentar problemas nas gengivas, como gengivas mais largas, e até falta de alguns dentes.

Tipos de hipertricose

A Hipertricose pode ser classificada em diferentes tipos conforme a distribuição de pelos no corpo, idade em que surgiu e tipo de pelo, sendo os principais:

  1. Hipertricose lanuginosa congênita

A hipertricose lanuginosa congênita afeta recém-nascidos, sendo caracterizada pela presença de pelos finos e sem cor por todo o corpo. Em geral, o bebê nasce com o lanugo, porém o lanugo cai algumas semanas após o nascimento. Todavia, nesse tipo de hipertricose, o lanugo não cai e o pelo continua crescendo na pessoa.

  1. Hipertricose congênita terminal

A hipertricose congênita terminal afeta o bebê, iniciando-se após o nascimento até a vida adulta, apresentando pelo longo e grosso por todo o corpo e rosto.

  1. Hipertricose universal congênita

A hipertricose universal congênita, também conhecida como síndrome de Ambras, afeta o recém-nascido que apresenta pelos longos, finos, sedosos e claros no rosto, ombros e nariz.

  1. Hipertricose pré-puberal

A hipertricose pré-puberal inicia-se na infância, tendo como característica o crescimento generalizado de pelos, especialmente no rosto, nas regiões da testa, têmporas e orelhas, além das costas.

  1. Hipertricose adquirida

A hipertricose adquirida geralmente atinge adultos, podendo ser generalizada, afetando todo o corpo ou localizada, e pode aparecer devido ao uso de remédios ou algumas doenças. Nesse tipo de hipertricose, o pelo pode ter características de velino ou terminal.

 

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